Harry Styles: uma cronologia capilar

É uma verdade universalmente conhecida que no mundo do fandom cabelo é um assunto da maior importância. Se reduzirmos essa amostra para o universo das boybands, o cabelo se torna mais importante ainda, porque normalmente é ele quem vai determinar qual o nosso membro favorito daquele grupo e também ajudar a definir as eras – marcadas muito mais pela estética do que pelo som – que a banda irá atravessar no curso de sua carreira. Veja, por exemplo, os Beatles, a primeira grande boyband: uma das ilustrações mais famosas do grupo, que estampa pôsteres e camisetas até hoje, é uma cronologia da trajetória do fab four feita a partir da situação de cabelo-barba-e-bigode que John, Paul, Ringo e George ostentaram ao longo dos anos 60. A amplitude estética de suas mudanças visuais no período é tamanha que, sim, é possível dizer que ela é representativa da loucura que foi a década de 60, um retrato de época alcançado na cultura pop somente, talvez, por Mad Men, mais de 40 anos depois.

Foram necessários mais de 50 anos para que o universo nos desse uma boyband com o mesmo calibre dos Beatles, o One Direction, esse presente que o universo e Simon Cowell nos deram. Outras vieram antes, mas nenhuma com um senso equivalente de humor e ironia para merecer a comparação e foi graças a isso, aliás, que o One Direction quebrou um paradigma importante no meio, se situando como uma boyband de garotos que não dançavam, não estrelavam coreografias ensaiadas e não se comportavam como manda a cartilha dos estereótipos clássicos das boybands. No palco, Harry, Zayn, Louis, Niall e Liam eram apenas cinco moleques pulando, fazendo micagens e tirando as calças uns dos outros; nos clipes, eles tiravam sarro deles mesmos e faziam sátiras ao romantismo exagerado e irreal das músicas de seus predecessores dos anos 90. Nossas vidas foram melhores por causa disso e a eles seremos eternamente gratas.

Com a individualidade de John Lennon, o coração de Paul McCartney, o caráter de George Harrison e o humor de Ringo Starr, eis que no centro do One Direction estava Harry Styles, the flirt, de acordo com a enciclopédia O Meu Diário do One Direction no Brasil, de Mariana Zapella, e mais provável candidato a ser o membro bem-sucedido do grupo na vida pós-boyband, de acordo com previsão do Guardian. O jornal britânico atribuiu o presságio timberlakeano à sua excelente voz, ao fato de que Harry “se adaptou mais naturalmente à loucura do mundo das celebridades” e, principalmente, à sua capacidade de ficar bonito de chapéu. Veja, não sou eu que está dizendo: o Guardian, maior jornal da Inglaterra, declarou que cabelo é importante.

Hoje Harry Styles lançou seu primeiro disco solo, Harry Styles, e é para prestigiar esse passo em sua carreira e reforçar a crença de que, sim, ele é a maior estrela do One Direction (chupa Zayn) (também te amo, Niall) que vamos relembrar sua trajetória – das padarias de Holmes Chapel ao espaço sideral no fim do mundo – através da única perspectiva que a importa, a dos cabelos.

Estamos em 2010, antes do sucesso, antes das tatuagens e antes das farras em quartos de hotel; o cenário é o vilarejo de Holmes Chapel, no condado de Cheshire, Inglaterra, onde Harry Edward Styles é apenas um garoto de 16 anos que estuda, tem uma banda com os amigos e trabalha em uma padaria, o único homem em meio a senhorinhas inglesas cujos cabelos cheiram a bolos e pães. Harry não sabia direito se teria chances de vingar como cantor quando se inscreveu para as audições do X-Factor. Como conta em entrevista para Cameron Crowe, sua mãe dizia que ele era bom ao ouvi-lo cantar no carro, mas isso não era garantia de que realmente teria chances no programa. Quando o conhecemos, Harry já demonstrava que tinha um estilo todo próprio – não só por ter escolhido apresentar “Isn’t She Lovely?”, de Stevie Wonder, para os jurados, como pela escolha de fazê-lo com uma espécie de echarpe no pescoço e seus adoráveis cabelos cacheados, um look um tanto quanto distante da estética predominante para os garotos adolescentes da época.

 

 

Harry Styles no programa X-Factor, de cabelos cacheados e echarpe.
Harry, de cachinhos e echarpe, arrasando no X-Factor.

 

Talvez você não se lembre, mas no já distante ano de 2010 do nosso senhor vivíamos o início da era Justin Bieber. O cantor canadense, também de 16 anos, lançara seu álbum de estreia no final do ano anterior e foi um fenômeno impressionante o suficiente para influenciar, musical e esteticamente, o mercado teen da época. Sua marca registrada era a franja jogada no rosto num corte que pode ser entendido como o clássico cabelo de cuia reinventado ou uma versão mais ensolarada, limpa e barbiezinha do visual emo que marcara a cultura adolescente mais alternativa dos anos anteriores. Bieber exportou também suas marcas registradas na hora de se vestir: moletons, calças coloridas, e tênis extravagantes e enormes, um modismo que se fez sentir até no Brasil, com a ascensão do happy rock tendo Fiuk como expoente de maior importância, levando o visual para seu personagem da Malhação.  

 

Justin Bieber, determinante da estética teen vigente nos idos de 2010.

 

Enquanto isso, no X-Factor, os pobres meninos Zayn, Liam, Niall, Louis e nosso herói Harry foram eliminados da competição na categoria individual para logo serem reunidos e resgatados para continuar no programa não mais sozinhos, mas como o recém-formado grupo One Direction. Embora não tenham conquistado o primeiro lugar na final, tão logo o X-Factor acabou, a boyband assinou um contrato milionário com a gravadora de Simon Cowell para gravar seu primeiro álbum. É importante dizer que o objetivo de shows de talento como o X-Factor é lançar ao estrelato sucessos que sejam comerciais acima de tudo, e ainda que desde o início o grupo tivesse uma identidade muito forte, era preciso investir em algo seguro e vendável, o que então significava surfar na onda encabeçada por Bieber. Essa é a justificativa para os visuais horríveis dos cinco meninos, onde nem Harry se salva muito bem. Nessa altura, ele havia deixado os cachinhos adoráveis crescerem um pouco e lhe tomarem a testa inteira. Nosso único consolo é que ele sobreviveu à era Bieber sem ser obrigado a alisar os cabelos.

 

 

One Direction no início de carreira. Da esquerda para a direita: Niall, Zayn, Louis, Liam e Harry.
One Direction no início de carreira. Da esquerda para a direita: Niall, Zayn, Louis, Liam e Harry.

 

Nos primeiros e intensos anos do One Direction, o grupo cresceu, se tornou também uma febre mundial, emendou turnês, discos e clipes engraçadíssimos sem pausa para descanso. Eles não eram mais discípulos de Bieber e começaram a trilhar seu próprio legado, tendo assim a chance de firmar uma identidade sólida enquanto grupo – de novo, musical e esteticamente. Em 2013, eles lançaram Midnight Memories, primeiro disco da banda com uma personalidade e consistência sonora que não se ouvia nos trabalhos anteriores, apanhados de hits metralhados na audiência para ver o que pegava. Os cinco garotos também foram aos poucos polindo o próprio estilo, e aquele que nos interessa aqui, Harry Styles, foi recuperando os traços daquele bichinho de 16 anos com lenço no pescoço que era fã das músicas dos anos 70 que aprendeu a ouvir com o pai. O cabelo saiu da testa, mas apresentava pouca emoção: era apenas mais um cabelo bagunçado que era jogado de forma displicente ora para o lado, ora para trás. Não é uma reclamação.

Nas modas, no entanto, ele começou a ousar para não parar mais, seja através das tatuagens que se multiplicaram em progressão geométrica ou nas camisas de estampas irreverentes e cheias de personalidade. De 2010 a 2013, Harry deixou de ser um garoto vestido pela mãe ou por uma figurinista pouco inspirada para se tornar um homem (e que homem) com estilo próprio, camisas diferenciadas, cheio de anéis, lenços e correntes no pescoço.

 

 

 

Mas como cabelo é nosso ângulo de análise aqui, pulemos para o ano de 2014, quando as coisas começaram a ficar realmente interessantes. Foi nesse ano que Harry decidiu deixar o cabelo crescer. Se você já viveu esse processo na vida, certamente sabe que não é fácil e cada dedo de cabelo crescido nos reserva uma emoção diferente. Isso porque, enquanto cresce, o cabelo perde forma, perde o jeito e demora um bocado até se parecer com algo consistente e não só um amontoado de fios mal cuidados – uma metáfora que serve inclusive para a adolescência do ser humano, mas isso é uma outra conversa. Com Harry Styles não foi diferente, mas ele decidiu fazer dessa confusão uma vantagem: esse foi o período mais prolífico de suas modas capilares, em que cada aparição pública nos reservava uma nova surpresa, seja na forma de bandanas, seu look favorito para os palcos, gorros, os favoritos para o dia a dia de popstar infiltrado na sociedade civil (era um gorro que ele usava num de seus encontros com Taylor Swift, que ele mesmo declarou que só queria que fosse um date normal no parque e não um evento midiático), e os chapéus, rei dos tapetes vermelhos – lembrando que até mesmo o Guardian reconheceu que Harry fica incrível de chapéu. Nosso bb Hazza usou, ousou e segurou com perfeição diferentes acessórios ou só mesmo a cabeleira cada dia jogada para um lado diferente.

Com Harry Styles, não há bad hair day que não se converta num dia de alegria com seu chapelão Fedora preto, meu favorito pessoal que acredito que também tenha ganhado um espaço especial em seu coração visto que foi imortalizado na foto de capa do quarto álbum do One Direction, Four.

 

 

One Direction na era "Four". Da esquerda para a direita: Zayn, Harry (de Fedora preto), Liam, Louis e Niall.
One Direction na era “Four”. Da esquerda para a direita: Zayn, Harry (de Fedora preto), Liam, Louis e Niall.

 

Em 2015 o cabelo continuou crescendo e foi suficiente para que Harry começasse a prendê-lo em coques, se tornando um dos principais embaixadores daquilo que viria a se tornar o man bun, com Harry sendo responsável por tornar o visual cool e copiável aos olhos do mundo. Nessa fase de crescimento, o coque de Harry teve diversos tamanhos e foi preso de formas mais ou menos displicentes, com ou sem tiaras para acompanhar, numa proposta visual que oscilava entre o homem mais homem que você já viu a uma figura andrógina que vestida de roupa de ginástica poderia gerar alguma dúvida nos transeuntes desavisados. Para Harry, ainda bem, isso nunca foi um problema.

Além dos coques, passamos por uma fase curta, porém intensa e polêmica, que foi a das tranças. Mais especificamente, as agora famosas boxer braids, posteriormente imortalizadas e polemizadas pelas Kardashians, que se apropriaram das tradicionais tranças cornrows, muito populares nas comunidades negras desde sempre, e lançaram o visual como tendência descolada. Devido ao vínculo mais ou menos discreto de Harry com a KardaJenner top model Kendall, poderíamos extrapolar nossa análise para dizer que ele fora o verdadeiro “trendsetter” responsável pela apropriação? Talvez, mas de qualquer forma o visual fez sua cabeça por pouco tempo, uma vez que essa fase final de crescimento serviu para nos testar e nos preparar para o que viria depois: a gloriosa fase PEAK HAIR.

 

Harry Styles de manbun e óculos escuros, carregando uma abóbora.
Harry Styles trendsetter de manbun.

 

No final de 2015, com o lançamento de Made In The AM, quinto (e último?) álbum do One Direction, Harry Styles debutou o seu melhor cabelo. Não somente ele, mas todos os membros da banda tiveram em 2015 sua melhor fase estética e também musical, visto que o MITAM, coincidência ou não, é o melhor disco deles, disparado. Gatos, livres da sombra de negatividade de Zayn Malik, usufruindo do melhor que a testosterona (que aos 20 e poucos anos finalmente BATEU para todos) poderia oferecer (ótimas vozes e sex appeal), o One Direction mais do que nunca foi tudo nas nossas vidas.

One Direction na era “Made in the AM”, feat. Harry de cabelão.

Depois de quase dois anos de luta e glória, o cabelo de Harry finalmente atingiu seu ponto de perfeição na altura dos ombros, com o balanço e as ondas que o tornariam candidato perfeito a qualquer propaganda de condicionador. Era um cabelo simplesmente bonito demais e ele sabia disso, e por isso brincava com seu movimento e passava a mão por ele incontáveis vezes, como se soubesse (e acho que sabia) que naquele momento fazia isso por todas nós que sonhávamos em repetir o gesto, seja com carinho ou numa fixação patológica digna de um vilão d’As Panteras. De repente o costume de nossas avós de guardar uma mecha do cabelo de seus filhos e netos, que sempre me pareceu meio mórbido, ganhou um novo sentido, porque tudo que queríamos era ter um cacho daquele cabelo lindo pra sempre, já que em 6 de maio de 2016, pouco mais de um ano atrás, Harry cortou o cabelo.

Harry Styles, sem camisa, exibindo tatuagens, com o cabelo molhado sendo cortado.
Harry cortando o cabelo, registrado pela revista Another Man.

Sempre discreto e misterioso nas redes sociais, o gesto foi anunciado com uma foto do rabicó que foi embora e a legenda “Whoops. #Littleprincesstrust”. A hashtag era uma referência à ONG inglesa Little Princess Trust, que fabrica perucas com cabelo de verdade para jovens que perderam o cabelo no tratamento contra o câncer, para onde Harry doou suas madeixas. O timing foi escolhido porque também foi por volta desse período que ele iniciou as filmagens de Dunkirk, filme de Christopher Nolan (que também chega aos cinemas em maio!) em que ele faz sua estreia como ator (o clipe de “Best Song Ever” infelizmente não conta). A história se passa na Segunda Guerra Mundial e Harry interpreta Alex, um soldado inglês, e é só isso que sabemos, visto que é um filme de guerra do Christopher Nolan que vamos prestigiar (no mute) quando chegar na Netflix só por causa do Harry. O importante aqui é que os cabelos curtos foram necessários para seu look Recruta Zero, mas por estar isolado no interior gelado da Alemanha para as filmagens, foram semanas de angústia até que pudéssemos ver nosso filho e príncipe encantado de cabelo curto.

 

Harry Styles de cabelo curto e farda no set de Dunkirk.
Estudos mostram que as primeiras imagens de Harry no set de filmagem fizeram com que várias pessoas, até mesmo as mais anti-militarismo do rolê, descobrissem um fetiche adormecido por homens de farda.

 

Além das poucas fotos que tivemos das filmagens de Dunkirk, em 2016 Harry Styles passou meses sumido, mas foi tudo por uma boa causa: em setembro, Harry foi estrela de capa da revista Another Man, estrelando um editorial fotografado enquanto o fatídico corte de cabelo era feito. Foi tudo registrado da forma mais descolada possível e a edição teve três capas diferentes, marcando todo o processo – a primeira com os cabelos ainda longos, num look Sirius Black de alta costura, a segunda num visual intermediário, em que ele aproveita para incorporar o Mick Jagger que sempre teve dentro de si, e a terceira com o resultado final do corte. Nas fotos (muitas! Lindas! De altíssima qualidade!) Harry Styles nos mostra que é o inventor não apenas da beleza e da voz rouca, mas também da moda, do sorriso, e de toda a natureza – teoria que podemos comprovar quando ouvimos seu primeiro single, “Sign of The Times”. Além das fotos, a revista traz uma entrevista com ele feita por ninguém menos do que Paul McCartney, de quem, como já discutimos anteriormente, ele é herdeiro direto, além de tesouros sobre sua personalidade como uma playlist com suas dez músicas favoritas de todos os tempos, uma curadoria que contempla Elvis Presley, Patsy Cline, Pink Floyd, e obviamente Paul McCartney.

 

Harry Styles de cabelo comprido, gargantilha, blazer, sem camisa, calça branca e tênis rosa, sentado em um banquinho.
Harry “Sirius Black de alta costura” Styles na revista Another Man. [N. ed.: meu favorito pessoal.]

Referências como essas nos levam à fase atual de Harry, prestes a iniciar sua promissora carreira solo. Em termos de identidade artística, creio que ele já conseguiu se desvencilhar quase que por completo do estigma de ex-membro de boyband, embora sempre se refira com carinho ao One Direction. O álbum que leva seu nome, gravado na Jamaica, parece ser produto de suas influências mais caras, e as músicas lançadas antes de hoje – “Sign of The Times” e “Sweet Creature”, além de “Ever Since New York”, apresentada no Saturday Night Live – provam isso e deixam evidente como ele sempre carregou essas referências consigo desde sua primeira audição no X-Factor. Sua inclinação para a sonoridade dos anos 70 se torna ainda mais interessante nesse momento mundial em que, de certa forma, estamos vivendo de novo o anseio de uma década que viu a utopia morrer e se viu sem saída diante do caos de uma realidade aparentemente sem solução. Não vivemos mais na era One Direction, de loucura, alegria e experimentação, do mesmo jeito que Trump e Temer liquidaram qualquer ideal romântico e revolucionário dos anos 60 que ousamos imaginar viver na última década. O que temos agora?

Em “Sign of The Times”, Harry sintetiza essa confusão misturando mensagens de escapismo, lucidez e questionamentos, e do mesmo modo que as barbas dos Beatles são representativas da tomada de posição do fab four com relação à contracultura, a fase capilar indefinida de Harry Styles é um avatar perfeito não só desse momento específico de sua carreira, que se encontra na antessala de uma grande era, como também do mundo. O que será de nós? Ser sujeito histórico é sempre uma merda, embora ele não esteja menos lindo agora. Ora com topete desarranjado, ora de boina preta, ora com óculos escuros na cabeça (seria esse um novo statement fashion? Não sei, mas já adotei), Harry Styles vive e abraça a incerteza, o misto de sentimentos de ser viver e buscar seu rumo no mundo em meio a um período de transição de paradigmas musicais, estéticos e políticos (não estamos todos?), e sua confiança ao passar por eles – ou talvez sua confiança na total ausência de confiança, abraçando o abismo – me leva a acreditar que devemos fazer o mesmo e tentar fazê-lo com um pouquinho de graça. Que Harry Styles nos leve para o futuro, porque precisamos sair daqui.

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Jornalista e ex-futura-rockstar, não faz a menor ideia do que está fazendo da sua vida. Aos 22 anos é um clichê ridículo da sua geração: sonha em escrever livros, trabalhar de pijamas, viajar o mundo, derrubar o patriarcado e ser melhor amiga da Taylor Swift. É gente da internet com orgulho, nascida e criada na world wide web, quando tudo isso aqui ainda era mato. Adora cachorros, livros, mar e cidades enormes. Acredita que é protagonista da própria comédia romântica, mas nunca conseguiu sair do início, quando a mocinha só se ferra e sempre dá um jeito de tomar um banho de chuva e estragar os sapatos.

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