#Queer52: Openly Straight

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Ai, okay. Sabíamos que esse momento ia chegar. Quer dizer, eu sabia.

Vamos lá. Vamos falar de Openly Straight.

 

Eu li esse livro ainda em 2013, pouco depois de ser lançado. A premissa me puxou na hora: o Rafe, já assumido gay há muito tempo, não tem o menor problema com ser gay. Ele não sofre bullying. Ninguém debocha dele. A família sabe e o pessoal da escola sabe e os amigos sabem, e sabe do que mais? Ninguém se importa. Mas aí tem o identificador. Sabe o identificador, né? Aquele rótulo que a gente carrega, quando alguém fala da gente. “Sabe a Angélica, aquela que ficava com a Eduarda?” ou “sabe a Angélica, a que usa dreads?” ou “sabe a Angélica, aquela super alta que rói as unhas?” e assim vai. O identificador do Rafe é, sempre, ser gay. E ele não aguenta mais. Por causa disso, ele resolve mudar pra uma escola só de meninos, onde ninguém sabe que ele é gay. E ele mantém a orientação sexual dele um segredo. Até, é claro, se apaixonar por um menino, o Ben, e as coisas começarem a complicar.

Eu odiei o Ben. Eu odiei o Rafe, também. Na verdade, eu acho que odiei o relacionamento dos dois. O Ben mete uma de amor ágape (???) pra justificar ele não ser gay, e é meio frustrante e bizarro. Não que o antes, a amizade forçada e do nada dos dois, também não tivesse sido frustrante e bizarra. Eu não vi nenhum personagem ter recebido profundidade e dimensão além do protagonista, pelo qual eu não consegui sentir absolutamente nenhum interesse.

Alguns dos outros meninos chamam atenção – bem mais que o protagonista, o que é perigoso num livro narrado por apenas um personagem – mas não o suficiente pra fazer esse livro se destacar.

Eu não concordo com esse livro estar na lista de #queer52, ou de estar em tantas listas ditando os livros mais importantes da LGBTQIA+. É um livro com bastante mentira em todos os lados (e de uma maneira que parece mais acidental do que proposital), alguns estereótipos apesar da suposta proposta de destruir estereótipos, e, no fim das contas, não é um romance como se propõe a ser. É um livro sobre amizades (construídas em cima de mentiras) e aceitação (quando as mentiras não se sustentam mais).

 

 

Pontos de diversidade:

(Faz tempo demais que eu li o livro, e eu não lembro.)

Personagens queer: /

Personagens não-americanas/não-brancas: /

Personagens com transtorno mental/psicológico: /

Personagens PCD: /

= ermmmm…

 

Pontuação do livro:

✗ quem consegue se importar com esses personagens, MDDC????

✗ amor ágape…………… ???? ,,,, ??? …..

✗ nada de especial na narrativa também

✗ não é o que se propõe a ser

✗ zero estrelinhas simplesmente não entendo a hype desse livro

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