INTENSIVÃO: BTS (방탄소년단)

Em março, o Bulletproof Boy Scouts, também conhecidos como Bangtan Boys ou apenas BTS, fará dois shows (dias 19 e 20) no Brasil. Para comemorar a segunda vinda do grupo no país, nada melhor do que relembrar (ou conhecer) sua trajetória discográfica coreana – tem unas versões japonesas que nem tento entender – e outras informações aleatórias. Para os leigos em Kpop aviso por experiência própria que é um mundo sem volta.

Bangtan who?

BTS começou sendo um grupo exclusivo de hip-hop formado pela empresa Big Hit Entertainment e fez seu debut (estreia) em 2013. Os sete integrantes são aquelas pessoas que postam foto feia/avacalhada no aniversário do coleguinha e choram quando ganham prêmios, mas antes de falar da música que cantam e produzem é preciso conhecê-los.

Rap Monster (Kim Namjoon) – sabe-se lá o que  estava pensando quando escolheu este nome – é o líder do grupo, rapper principal e também compõe/produz. Namjoon é dono de um cachorro chamado RapMon, um par de covinhas extremamente fofas, e em 2015 lançou sua mixtape solo.  

Jin (Kim Seokjin) é o mais velho, vocalista guia e visual (nome dado ao membro mais bonito do grupo, definido pela empresa.) Jin gosta de cozinhar, conta piada do tio do pavê e publicou uma versão natalina da sua música “Awake”.

Min Yoongi, apelidado de Suga pelo presidente da empresa, é rapper, compositor/produtor e ama ficar deitado. Sério, há um vídeo em que todos estão mostrando formas de alongamento e ele simplesmente se deita no chão e fala que aquele é seu alongamento favorito. Yoongi tem um cachorro chamado Holly, sabe tocar piano e já se fantasiou de Naruto no Halloween. Assim como Rap Monster, ele possui uma mixtape solo pelo nome de August D.

Jung Hoseok, conhecido como J-hope, é literalmente um raio de sol em forma de gente, dançarino principal, rapper e compositor. Ele está sempre expressando seus sentimentos com o corpo por meio de danças ridículas, ou só fazendo danças ridículas em geral.

V (Kim Taehyung) é o vocalista líder e tem a voz mais grave (e bonita, em minha opinião) entre eles, o que não faz nenhum sentido comparado com o resto de sua existência, pois 100% das zoeiras. Taehyung, apesar de ser um rapper meio ruim, ensaiou e apresentou a música “Cypher Pt.3”, e no vídeo documentando esse processo é possível ver  a empolgação e empenho dele enquanto prática.

Park Jimin ou só Jimin, vocalista e dançarino principal, é um amor de pessoa, faz massagens nos coleguinhas e se envergonha com facilidade. Mas não se engane com o sorriso extremamente fofo que faz seus olhos fecharem quase por completo – de vez em quando, ele resolve falar algumas verdades.

Por último, mas não menos importante  Jeon Jungkook (Jungkook), o mais novo do grupo, vocalista e dançarino, sua voz é uma das que mais aparece nas músicas.

 

A long time ago (3 anos) in a land far away (Coreia do Sul)…

Ao longo da sua carreira, BTS  já passou por algumas fases. A primeira delas, quando fizeram seu debut em 13 de julho de 2013, foi marcada pelo uso excessivo de correntes e todo tipo de acessório, roupas que faziam crossover entre “gangsta wannabe” e skater e as péssimas escolhas capilares do Rap Monster.

No More Dream“, o primeiro MV (music video), começa com todos os meninos dentro de um ônibus escolar com Jin dirigindo. Ele bate em algumas caixas, para, todos saem e são apresentados por seus nomes artísticos, e a letra da música pergunta repetidamente “qual é o seu sonho?” enquanto fala que eles estão cansados dos mesmos dias repetitivos (sick of the same day, the repeating days) e de adultos confinando seus sonhos neles (grown-ups and my parents keep instilling confined dreams to me). Tão brega quanto vocês imaginam.

O single álbum lançado junto e intitulado 2 COOL 4 SKOOL remete ao tema do clipe: garotos que não queriam saber de salas de aula ou futuros empregos dentro de escritórios, mas apenas seguir seus sonhos. O MV para “We Are Bulletproof Pt.2” saiu um mês depois e os versos da música afirmam que eles são capazes e não estão para brincadeiras: “we go hard, we have no fear”. Nessa época, Jungkook cantava algumas partes em rap, algo que não se vê mais atualmente.

O primeiro comeback (regresso de um artista com um novo projeto – single, álbum, etc.) foi em setembro com o MV para “N.O” e o mini álbum O!RUL8,2?. Na divulgação, a inspiração gangsta continuou com roupas todas brancas e correntes douradas. A letra de “N.O” continua criticando a escola, fala sobre a pressão para ser o melhor não importa como e da competitividade que isso gera entre os estudantes.

“Students who are pressured to be number

one live in between dreams and reality

who is the one who made us into studying machines?

they classify us to either

being number one or dropping out”.

No ano seguinte, Bangtan voltou com o mini álbum Skool Luv Affair, que marca o fim da fase gangsta. O grupo finalmente largou as correntes gigantes e aderiu ao estilo “bad boy na escola”, com cabelos cuidadosamente bagunçados e gravatas soltas.

 

Boys in luv are danger

Caso o nome do álbum não tenha deixado claro, o assunto da vez é amor. “Boy In Luv“, o single de Skool Luv Affair, tem um MV que alterna entre coreografia e os integrantes contracenando com aparentemente a única garota da escola. A letra fala, é claro, sobre estar apaixonado.

Talvez a ideia fosse mostrar que os garotos amadureceram, porém não poderiam ter feito de maneira pior. “Boys In Luv” é violência romantizada e cultura do estupro. Durante o vídeo eles 1) empurram a tal garota nos armários, 2) arrastam ela pelo corredor, 3) implicam de maneira ofensiva, 4) a levam para uma sala vazia com eles. E no final ela sai correndo dali? Não, no final eles dão uma rosa para ela. É errado e inaceitável.

Cultura de estupro em music videos de k-pop não é um problema exclusivo de Bangtan, existe uma trope inteira sobre garotos “supostamente” apaixonados que se tornam violentos quando seu “amor” não é correspondido.

“The plot device of the frustration of young love channeled into the destruction of inanimate objects later plays into a much larger K-pop trope that is seen all too often: women make men (boys) crazy, so they react violently.” (daqui)

E, infelizmente, esse não foi o único MV deles que mostra a violência como consequência normal de estar apaixonado ou gostar de alguém. Em “Danger“, música título de Dark & Wild, não há nenhuma garota, mas toda a raiva e frustração são direcionadas para um piano e sacos de pancada. Enquanto isso, os versos falam sobre estar confuso e avisam que a pessoa causando toda a confusão está em perigo.

“Why are you doing this? Why are you making me into a fool?

I’m warning you now, stop confusing me

Are you joking? What am I to you?

Am I easy to you? Are you playing with me?

You’re in danger right now, why are you testing me?

Já “Just One Day“, o segundo MV de Skool Luv Affair, é o oposto de Boy In Luv, das roupas ao estilo musical. “Just One Day” tem um lado mais R&B com foco nos vocais, uma quebra nas canções carregadas de hip hop/rap até o momento.

 

The end of skool

Dark & Wild, o primeiro álbum completo, lançado em agosto de 2014, marca o fim da trilogia escolar — 2 COOL 4 SKOOL, O!RUL8,2? e Skool Luv Affair — e o início das desilusões amorosas. As fotos de divulgação são uma versão 2.0 da anterior ou “bad boy graduado”. Há preto, couro e muito delineador. Na arte da capa avisam: “amor machuca, causa raiva, ciúme, obsessão, por que você não me ama de volta?”.

A “Intro: What Am I To You passa uma ideia do que esperar nas próximas canções. Rap Monster começa o rap com uma entonação calma passando por  florestas coloridas que vão degradando para paisagens em preto e branco com coisas queimando no comeback trailer, e sua voz fica cada vez mais rápida e irritada.  

São quatorze faixas ao total, incluindo o “Cypher Pt.3 (feat. Supreme Boi)” mencionado anteriormente. Em entrevista, o líder falou que há uma intenção na ordem da tracklist: “There’s an interlude in the middle, so you can see that interlude as a midpoint where the ‘dark’ would be the songs in the middle and afterwards it would be ‘wild’.” Essa divisão fica muito clara com o contraste das letras e som agressivo do “Cypher” em relação à batida mais animada e meio funky do “Interlude: What Are You Doing”.

To be young (is to be sad, is to be high)

Em abril de 2015 BTS voltou com um conceito totalmente novo para o lançamento do mini álbum The Most Beautiful Moment in Life: part 1. A estética nas fotos de divulgação pode ser descrita precisamente como sad flower boys:  integrantes com expressões melancólicas fotografados embaixo de arvores cerejeiras. Esse período é um dos meus favoritos na carreira deles, pois marca o início dos cabelos coloridos em tons pastéis e das teorias.

“The Most Beautiful Moment in Life” (parte 1, 2 e youth) tem como tema a juventude e todos os sentimentos vivenciados nesse período. “Whenever I hear about people describing their most beautiful moment in life, I think ‘youth’ defines itself as the answer. Although people can’t define youth exactly, I think it’s something people tend to miss a lot and find beautiful”, falou Rap Monster.  

A ideia de juventude ser o momento mais bonito na vida de alguém é, no mínimo, atraente. Ser jovem sempre foi sinônimo de liberdade e possibilidades, mas é também uma época em que os sentimentos são confusos e têm prioridades. Tentar entender quem você é, onde você se encaixa no mundo e tantas outras questões faz esse momento passar muito rápido.

       “I NEED U” expressa essa confusão, tanto nas letras (I’m sorry/ I hate u/I Love you/ I hate u/ Forgive me), quanto nas cenas do MV. Sem coreografias ou preso por estúdios, Jin, Jimin, Suga, Jungkook, V, Rap Monster e J-hope (conhecidos nas tags do tumblr como ot7) aparecem sendo brincalhões e felizes juntos, mas sozinhos lidam com uma “tristeza” diferente.

Quanto às outras músicas: “Dope” relembra um pouco os primeiros videoclipes, mas a estética e coreografias melhoraram muito. Se eu tivesse que indicar uma música/clipe pra quem não conhece BTS, ou Kpop, e quer entrar nesse buraco negro sem fim seria “Dope”: é contagiante, meio chiclete e tem Suga loiro. Já “Moving On” tem uma aura nostálgica em seus versos e fala sobre mudanças tanto no metafórico, como no literal-mudar-de-casa, enquanto relembra  os momentos bons e ruins que eles viveram juntos (while taking the ast box out of the empty room/ I looked back for a moment/ times we cried and laughed/good bye now). Em contraponto, “Converse High” é uma música sobre tênis, na verdade, sobre uma garota usando Conversa High, mas não deixa de ser uma música sobre tênis.

Continuando — antes que eu escreva um faixa a faixa, algo que estou realmente tentada a fazer —, em  novembro saiu a parte 2 de The Most Beautiful Moment in Life. Como a anterior, o mini álbum contém 9 faixas. Musicalmente há um pouco de tudo, balada, hip hop, EDM e outros sons que não arrisco nomear, os vocais ganharam força e a distribuição dos versos ficou mais diversificada. Eles são jovens e essa é a hora para experimentar: as letras falam sobre solidão, amor, sonhos e as dificuldades que se encontra ao longo do caminho, é uma mistura de sentimentos e sons que funciona bem. Quando à estética o mais importante são as cores, nas roupas, nos cabelos, na paisagem ao redor.

A faixa título dessa parte é “Run. Lembra quando falei que nessa época as teorias começam? O MV de “Run” funciona como uma continuação para “I NEED U” e juntos eles contam uma história, que está toda fragmentada e fora de ordem. As possibilidades são inúmeras e há diversas teorias sobre o que aconteceu e quem está vivo. Essa “história” vai continuar no “EPILOGUE: Young Forever”, uma das faixas do terceiro e último segmento The Most Beautiful Moment in Life: Young Forever, lançado em maio de 2016.

“The videos are anachronistic, jumbling up pieces of the narrative and dissolving the borders between reality, memories, dreams, and hallucination.” (daqui)

Young Forever tem algumas (muitas) músicas das partes 1 e 2 incluídas na tracklist, outras remixes de “I NEED U”, “Run” e “Butterfly”, além das versões completas dos “Outros: House of Cards” (parte 2) e “Love Is Not Over” (parte 1). Todas as três músicas completamente inéditas da última parte – “Fire“, “Save Me” e “EPILOGUE: Young Forever” – possuem MVs. O álbum marca o fim dessa fase, mas o epílogo deixa uma mensagem esperançosa sobre  juventude:

Forever, we are young

Under the flower petals falling down

I run, so lost in this maze

Forever, we are young

Even when I fall and hurt myself

I keep running toward my dream

Continuar mesmo sabendo que acabará, ter coragem para seguir em frente e principalmente não desistir dos seus sonhos já foram temas de canções passadas e vão continuar sendo nos próximos  álbuns. É quase uma marca registrada de BTS e talvez isso seja ser para sempre jovem, ou algo não tão brega assim.

If I could fly

Eu iria começar esse texto falando de Wings e fazer o caminho inverso, porque queria apresentar o melhor de Bangtan Boys para quem não conhece – pois, convenhamos, se você não é fã — ou tem tendência a ler textos gigantes de bandas que nunca ouviu falar —, acredito que não chegou neste parágrafo. Mas falar do álbum e por que ele é especial primeiro descartaria toda a importante evolução e amadurecimento deles até aqui.

Se em The Most Beautiful Moment in Life eles eram jovens e tinham sentimentos confusos, em Wings eles estão amadurecendo – o álbum não é o produto final, e sim o processo. O conceito gira em torno de tentações, ou melhor, crescer em  meio à elas “The harder a temptation is to resist, the more you think about it and vacillate. That uncertainty is part of the process of growing […]” falou Rap Monster. A “intro: Boy Meets Evil” expressa bem essa ideia de querer muito algo que não é bom estando ciente disso (too bad, it’s too sweet), e dessa vez é J-Hope quem canta e também dança no comeback trailer.

Para as fotos de divulgação há seda, pantufinhas Gucci e olhos esfumados. Toda a estética dessa fase é maravilhosa e eu gostaria de poder agradecer pessoalmente ao responsável por ela.

       A faixa título é “Blood, Sweet & Tears” e, quando saiu, assisti ao MV no mínimo umas três vezes consecutivas, e minha reação em todas foi algo parecido com: HÃM?! Atualmente, depois de quase saber todas as cenas de cor, a reação continua a mesma.

Nos seis minutos e quatro segundos de vídeo, há dança (a coreografia está ótima, por sinal), simbologias bíblicas, quotes de Nietzsche, pinturas sobre Ícaro, era vitoriana e pop. V se joga de uma sacada, Jungkook fica pendurado no teto, Jimin aparece vendado e Jin beija uma estátua, tudo isso sem nenhuma explicação lógica compreensível. Tentar entender que raios está acontecendo nesse vídeo é tão complicado quando decifrar a história nos clipes de The Most Beautiful Moment in Life. Porém, o que faz esse álbum ser especial não são as mil referências estranhas do MV, mas o fato de cada integrante possuir sua própria música.  

Foi aberto um espaço para eles mostrarem suas preferências e habilidades como artistas individuais, sem perder nada como um grupo. Além disso, todos, menos JungKook, têm créditos na escrita e/ou produção das canções.  

“Awake”, do Jin, é uma balada que casa perfeitamente com sua voz doce e sussurrada; “Lie” começa com violinos, mas logo muda para uma batida e mostra toda a força vocal do Jimin, um tanto dramática e ótima para cantar junto (caught in a LAAAaaaaai); “Begin” do Jungkook parece com algo que eu escutaria na rádio, o que faz sentido, quando você sabe que este é o estilo de música que ele ouve; já o hip hop meio funky de “Mama” é a cara do J-Hope; Suga declara seu amor pela música em “First Love” num rap-quase-monólogo que vai aumentando de entonação; em “Stigma”, definida pelo cantor como neo-soul, as altas notas também são atingidas na voz profunda de V; Rap Monster soa um pouco melancólico em “Reflection” e eu gosto particularmente dos primeiro versos “i know, every life’s a movie/ we got different stars and stories/ we got different nights and mornings”.

Wings acaba com um Interlude. Salvo o Epílogo: Young Forever, todos os discos sempre acabaram com um Outro. Interlúdio, de acordo com a Wikipédia,é um símbolo musical entre dois atos”, uma intervalo, pausa. O que isso quer dizer? Só a Big Hit sabe, mas eles nunca fazem nada sem propósito. Outra informação interessante: o álbum físico foi vendido em 4 versões diferentes, chamadas de W, I, N e G. Se fizeram uma pra cada letra do título, onde está a versão S? E por que um interlúdio? São questões.

Por fim, em um meio onde tudo é controlado por empresas, BTS sempre me soou meio autêntico, com músicas que falam constantemente de assuntos ligados à suas vidas, sejam pessoas dizendo que não conseguiriam e eles afirmando o contrário, experiências individuais como artistas ou trajetórias pessoais. Resta esperar que futuramente eles continuem com o que fazem de melhor: músicas honestas e conceitos mirabolantes.

About Juliana Bittencourt 2 Articles
Estudante de jornalismo, que vive inventando "projetos" só para largá-los uma semana depois e está sempre meio perdida. Culpa o signo pela nada leve tendência em dramatizar tudo. Assiste mais seriados do que pode e bebe mais café do que deveria. Já quis ser Rory Gilmore.

5 Comments

  1. Nossa, parabéns pelo texto, foi um ótimo resumão da carreira dos meninos!!! E podemos dizer que a versão S do Wings foi o “You Nerver Walk Alone”??? Hahaha chega logo dia 20!!!

    ps:essa foi TERCEIRA vez que o Bts veio, eles vieram em 2014 pra um fanmeeting e em 2015 com a TRB!

    • Sim!!! Quando escrevi o texto eles ainda não haviam lançado “You Nerver Walk Alone”.

      Ah, muito obrigada pelo comentário!!! E pelo aviso, não sabia que os meninos já haviam vindo ao Brasil em 2014.

      • Resumo digno. acabei de cair de cabeça nesse mundo, e minha reação com o MV de “Blood, Sweat and Tears” ainda é a mesma. Podia mencionar “Born singer”, que é de arrancar lágrimas… No momento vasculho tudo que encontro das primeiras fases justamente pra entender a evolução dos meninos (foco absoluuuto no Kookie…), e concordo com o fato deles parecerem autenticos, mesmo com td q a gente lê sobre o lado negro do k-pop. Tiverem os incidentes com os managers, mas os caras transbordam alegria, emoção e lágrimas (com uma pitadinha hot). Grata!

  2. Olha, isso pode soar meio (muito, na verdade) homossexual, mas não me leve a mal (me leve a Paris): Eu. Estou. Te. Amando. Eu tô te amando muito. Tipo, muito mesmo, amei sua forma de pensar e avaliar o BTS, amei sua concepção de Boy in Luv (na moral, se alguém fosse violento comigo que nem eles foram com a garota eu logo mandava ir para lugares impróprios) e Wings (meu álbum preferido ♥), amei a descrição do seu perfil nesse texto/site/blog/seja lá o que for, e ainda tô amando e admirando esse conteúdo todo extremamente verdadeiro. Sinceramente… Amo BTS com todo meu santo coração, mas antes do álbum The Most Beautiful Moment in Life, eles realmente tinham uma pegada de bad boy chinfrim meio “rei da merda toda” e “posso de tudo porque sou rico e tenho cordões de ouro”, salvo algumas músicas como Born Singer. Eu realmente demorei pra entender o que se passava com os cabelos deles (principalmente o do Namjoon, curuzes…), e aqueles atos irrelevantes do Jimin ter a constante necessidade de tirar as roupas (se bem que ele ainda faz isso, mas um pouco menos) mas hoje em dia amo :3 Big Hit virou profissional em fazer a gente quebrar a cabeça com teorias absurdas T°T Também gostei muitos dos trechos das músicas que você destacou, inclusive em qualquer situação eu começo a cantar Dope, gritando ‘Jjeoreo’ ou seja lá como se escreve, e tentanto imitar os passos (lê-se tendo ataques epiléticos pela casa). E, bem… Também já quis ser Rory Gilmore (tanto que me traumatizei ao saber dos ‘probleminhas’ que aconteceram com ela). Afinal de contas, quem nunca, né?

  3. Adorei o modo como escreveu sobre eles, uma maneira bem crítica, porém argumentativa. Foi bom para quebrar meus olhos vidrados de fã apaixonada, se bem que eu já tinha percebido a maneira agressiva deles (principalmente na parte do Jin em Boy In Luv), só que deixava passar afinal “eles são lindos”. .. muita idiotice da minha parte e até um pouco machista.
    Acho que eles trabalham bem quanto banda e são esforçados, acho que as mensagens que eles querem passar aos jovens sobre correr atrás dos sonhos bem legal.
    Parabéns pelo trabalho.

1 Trackback / Pingback

  1. Kpop: Comebacks de março — Headcanons

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*